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Pergunte sobre Ciência

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Respostas

 

 

  • Publicado em: 14.06.2010
  • Gostaria de saber o que provoca no nosso corpo aquelas reações como se
    tivesse um imã na nossa pele, atraindo objetos como copos descartáveis,
    objetos plásticos, o tecido de nossas roupas e etc?
  • Por Magma Jaqueline

  • Trata-se de um efeito bem comum que chamamos de eletricidade estática. Quando objetos isolantes como plástico, vidro e etc são atritados, eles perdem alguns dos elétrons da sua superfície, gerando uma carga positiva (falta de elétrons que tem carga negativa). Quando aproximamos esses objetos da nossa pele, os pelos do braço, por exemplo, são atraídos para o objeto (pois eles tem os elétrons para serem atraídos pelo plástico). Esse efeito se torna mais comum na época do inverno devido ao tempo mais seco. É comum as pessoas, utilzando roupas de lã ou de materiais acrílicos, ficarem carregadas eletricamente e acabam tomando choques ao entrar em contato com superfícies metálicos. Ao sair de um automóvel que possui um banco feito de tecido sintético, por exemplo, as pessoas acabam tomando um choque ao colocarem a mão em um portão metálico. Nesse caso, elas não descarregam ao deixar o carro por estarem utilizando um sapato que as deixem isoladas do chão.



    Adilson de Oliveira - Professor do Departamento de Física da Universidade Federal de São Carlos
  • Publicado em: 06.05.2010
  • O que é Engenharia Física? Quais suas funções? Quais qualidades um engenheiro físico precisa ter?
  • Por Fabio Cruz

  • A Engenharia Física é uma resposta ao mundo que vem passando por acelerada transformação e por um progresso tecnológico constante.  O conhecimento se torna obsoleto cada vez mais rapidamente, de tal forma que tentar ensinar ao aluno o que há de mais atual é praticamente inútil, já que até que o aluno se gradue o que ele aprendeu já terá sido suplantado por uma tecnologia mais nova. A proposta da engenharia física então é focar na formação básica (física, química, matemática e computação) para dar ferramentas ao aluno não apenas atuar em qualquer área onde a física esteja presente, mas também para aprender continuamente aquilo que for necessário para se manter um profissional atualizado e valorizado no mercado de trabalho. A idéia é juntar a capacidade do físico de resolver problemas e construir modelos com a habilidade do engenheiro em usar sua criatividade (seu ‘engenho’) para desenvolver novos produtos e processos que contribuam para o progresso tecnológico do país. Além das disciplinas tradicionais, o estudante também conta com disciplinas que abordam a formação científica básica, a Administração e as Ciências da Informação, além de uma formação humanista. A estrutura curricular é flexível, permitindo que cada estudante foque seu curso nas áreas que mais lhe interessam. O perfil do engenheiro físico, versátil e multidisciplinar faz com que ele tenha uma  alta empregabilidade, apto a atuar nas mais diferentes áreas e funções.
    Como características mais importantes para o candidato a engenheiro físico eu colocaria empenho, perseverança, pró-atividade e, principalmente, curiosidade e criatividade.



    Cláudio Cardoso -Coordenador do Curso de Engenharia Física da Universidade Federal de São Carlos
  • Publicado em: 19.03.2010
  • É possivel seguir uma carreira profissional na astronomia aqui no Brasil? Existem cursos especificos de astronomia?
  • Por Grazielle

  • Sim, é possível, existem centenas de astrônomos profissionais em atuação no país. Porém, o caminho é longo. Tudo começa na graduação. Existem dois cursos de bacharelado em Astronomia no país, oferecidos pela UFRJ e USP. Entretanto, a maioria dos astrônomos possui graduação em Física e pós-graduação em Astronomia. Caso deseje ser pesquisador ou professor universitário,  o futuro astrônomo deve possuir o título de doutor, e preferencialmente ter feito estágio de pós-doutorado no exterior.

    Independentemente de sua formação, o astrônomo é um profissional que possui sólida formação em Física e Matemática. Conhecimento de uma ou mais linguagens de computação e domínio da língua inglesa também são essenciais para essa carreira.   
    Alguns links de interesse:

    - Bacharelado em Astronomia na USP -
    http://www.astro.iag.usp.br/ensino/geral/novocurso/novocurso.html

    - Bacharelado em Astronomia na UFRJ - www.ov.ufrj.br/graduacao

    -"Como se tornar um astrônomo" -
    http://super.abril.com.br/blogs/mulherestrelas/63357_post.shtml




    Gustavo Rojas - Físico - Pró-Reitoria de Graduação - Universidade Federal de São Carlos
  • Publicado em: 11.03.2010
  • O Brasil é um grande formador de cientistas? Estaria isso ligado à falta
    de apoio dos governantes para a educação?
  • Por Thamires

  • Sem dúvida, sentimos no Brasil, os governos não aplicam o que seria necessário para atender as necessidades básicas da população com saúde, moradia e educação. A falta de recursos para a educação tem consequências em todos os níveis de ensino desde os primeiros anos da escola até as etapas finais da formação de alguém que vai se dedicar às atividades de ciência nas universidades ou nos centros de pesquisa. No Brasil, diferente de outros países, a formação de pessoal especializado nas várias áreas da ciência se dá principalmente com recursos públicos. E, apesar do investimento crescente, este não tem sido suficiente para colocar o Brasil entre os países com maior produção em ciência e nem mesmo para atender a demanda das universidades brasileiras. Há diferenças entre as várias regiões do país e, onde as verbas utilizadas são maiores, encontramos um número também maior de cientistas formados. Não podemos, porém, esquecer que nossa universidade, local principal da formação de cientistas, tem menos de 100 anos e ainda busca uma forma mais eficiente para tratar de todos os fatores envolvidos em suas atividades relacionadas com a ciência que seriam, em resumo: a formação de pessoal, a realização de pesquisas, a publicação dos trabalhos e a aplicação do conhecimento.  




    Márcia Helena Mendes Ferraz - professora e coordenadora do Programa de Estudos Pós-Graduados em História da Ciência da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Publicado em: 11.03.2010
  • Por que em alguns lugares do mundo a educação, ciência e tecnologia
    são muito valorizadas desde os primeiros anos do ensino básico?
  • Por Samuel

  • Os pontos valorizados nos currículos escolares em qualquer parte do mundo estão relacionados com os projetos do governo que procuram, por sua vez, se inserir num determinado grupo de países com os quais mantêm relações. Assim, nos países onde se pretende que ciência e tecnologia façam parte do cotidiano, conteúdos desse tipo são contemplados nas escolas desde as séries iniciais. Como é o caso, de certa forma, no Brasil onde encontramos nos documentos de orientação para o ensino, aspectos de ciência e tecnologia. E, para que os professores possam introduzir esses conteúdos em suas aulas de forma competente e atraente, eles mesmos devem ter interesse e uma boa formação na área. Assim, tanto nos anos iniciais do ensino básico quanto nos cursos de formação de professores as discussões sobre ciência e tecnologia devem estar presentes.  




    Márcia Helena Mendes Ferraz - professora e coordenadora do Programa de Estudos Pós-Graduados em História da Ciência da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

 

 

  • Publicado em: 03.03.2010

 

  • Quais foram os experimentos feitos pelos cientistas da época para comprovar a teoria da geração expontanea?
  • Por Thamires

  • Para Aristóteles, a matéria ganhava vida subitamente e coisas sem vida avançavam para se transformar em animais. A vegetação, por exemplo, em decomposição gerava insetos. Havia em tudo isso um princípio vital (de vida) que se desenvolvia. É claro que estamos falando de cerca de 340 anos a.c.


    Hoje sabemos que a vida é autopoiética (auto=próprio; poiesis=criação). Só a vida cria vida...uma auto-criação, portanto. Parece, pois, e hoje em dia, muito fácil discordar de Aristóteles.


    No século XX, logo ali atrás, um bioquímico russo de sobrenome Oparin, publicou em 1929 um livro intitulado “A origem da vida”. Basicamente ele propunha que substâncias coloidais (coacervados) poderiam absorver “matéria orgânica sem vida” (carbono) e gerar organismos “bem simples” (como uma bactéria, por exemplo, mas que de simples não tem nada), portanto: geração espontânea.


    De Aristóteles a Oparin (e vários outros entre eles e após) se passaram cerca de 2.200 anos e, apesar de evidencias na formação de compostos orgânicos maiores (lipídios, aminoácidos, proteínas, partes para DNA e RNA...) a distância para se formar mesmo uma tal “vida simples”, ainda é espetacularmente distante.


    Nesse tempo todo (principalmente nos séc. XVII, XVIII e início do XIX), carnes podres “geraram” vermes e insetos e, com mais “calor” e umidade, minhocas, morcegos, cobras...; roupas sujas e abandonadas ou grãos de cereais no escuro pareciam gerar ratos; sapos nasciam a partir do lodo de lagos ou rios.


    Redi, um médico italiano, bem que tentou mostrar (e já em 1680) que a carne podre em um vidro hermeticamente fechado não produzia vida, o que “ocorria” só nos frascos abertos (que estariam, na verdade, expostos a ovos invisíveis de moscas).


    Cem anos depois, no entanto, não é que um naturalista e padre chamado Needhan e o botânico Buffon, e depois de ferverem um caldo de carne de carneiro e fechá-lo em um frasco, não descobriram ali uma cultura de micróbios? Pronto! Pelo menos os microorganismos podem ser gerados espontaneamente. Certo? Nada disso. Eles tinham é fervido pouco o caldo de carne e alguns microorganismos resistentes proliferaram apesar disso.


    Mais cem anos foram necessários para Pasteur (1822-1895) mostrar, controlando a contaminação pelos microorganismos suspensos no ar (frascos vedados e balões de vidro com gargalo sinuoso), que mesmo o tal caldo de carne de carneiro não produziria vida se suficientemente esterilizado.


    Em várias épocas, portanto, vários cientistas ou filósofos (também Decartes, Newton, Maupertius, Diderot, Lamarck, Helmot, Harvey...) em experimentos com baixo controle de esterilização, ou sem dispor de equipamentos de visualização adequada, acreditavam que a matéria morta poderia gerar a vida (abiogênese), principalmente a vida microbiana.


    Mas a matéria morta não cria vida. Nem há um criador imaginário para a vida. Uma vida passada foi necessária para se criar a vida presente e o será para a vida futura.




    Ivã Moreno - prof do Departamento de Hidrobiologia da UFSCar
  • Publicado em: 19.02.2010
  • A química tem contribuido no cotidiano das pessoas?
  • Por Aline

  • A Química é muitas vezes vista como vilã, poluidora e mercenária, mas as pesquisas contribuem muito para o bem estar e o desenvolvimento das tecnologias que são muito úteis em nosso dia a dia. Desde produtos que protejem seus cabelos das ações do tempo, projetos de reciclagens diversas, como bateriais e pilhas, por exemplo, próteses, produtos biodegradáveis e por aí vai. É só procurar um pouco e olhar mais criticamente que podemos ver o quanto a Química não é vilã, mas muitas vezes a benfeitora nos dias atuais.




    Karina Lupetti - Doutora em Química pela Universidade Federal de São Carlos
  • Publicado em: 15.09.2009
  • É possível a ocorrência natural de miragens superiores abaixo da linha do horizonte, ou seja, miragens superiores refletidas sobre o solo?
  • Por Reno Martins

  • 1. O efeito de miragem está diretamente ligado à refração da luz.

    2. Devido a refração, um raio de luz aproxima-se da normal, traçada perpendicularmente a uma interface entre dois meios de índice de refração n1 e n2, caso n1 > n2 e afasta-se da normal caso n1 < n2.

    3. Com a superfície do solo quente, o índice de refração do ar é menor próximo à superfície (a densidade do ar quente é menor que do ar frio) se comparado com as camadas superiores, enquanto que quando a superfície do solo esta mais fria em relação às camadas superiores, o índice de refração é maior nas camadas inferiores. É possível então, em ambos os casos, imaginar o ar próximo ao solo dividido em muitas camadas com índice de refração aumentando com a altura em dias quentes e diminuindo em dias muito frios.

    4. A luz proveniente de um objeto fará uma trajetória com concavidade para cima em dias quentes e concavidade para baixo em dias frios. A projeção retilínea dessa luz ao chegar aos olhos do observador formará uma imagem abaixo do solo em dias quentes e acima do solo em dias muito frios. Nas figuras abaixo n1 > n2 > n3 > n4 > ...




    Paulo Sérgio Pizani - Professor do Dept. de Físca da- Universidade Federal de São Carlos
  • Publicado em: 15.09.2009
  • Por que a Lua não cai em nossas cabeças?
  • Por Fabiana Sobral

  • Na verdade, a Lua está sempre caindo na direção da Terra! Nosso planeta exerce uma força gravitacional sobre a Lua. Caso a Lua estivesse parada, seria atraída para o centro da Terra, eventualmente caindo sobre nossas cabeças. Entretanto, a Lua não está parada: ela também possui uma velocidade em volta da Terra, remanescente da época de sua formação. Esse movimento faz com que a trajetória de queda da Lua não seja uma linha reta mas uma curva: a órbita lunar.
    Podemos fazer uma analogia com uma pedra amarrada a uma corda. Se você colocar essa pedra sobre uma superfície plana (uma mesa, por exemplo), e der um puxão na corda, a pedra irá se chocar com a sua mão. Se além do puxão, você der um impulso na pedra numa direção perpendicular à corda, a pedra descreverá uma trajetória circular e não se chocará com a mão. Nessa analogia, a tração da corda desempenha o um papel semelhante ao da gravidade, mantenfo a trajetória circular. Se a corda for cortada, a pedra "sairá pela tangente", que é o que aconteceria com a Lua caso pudéssemos "desligar" a gravidade terrestre.


    Gustavo Rojas - Físico - Pró-Reitoria de Graduação - Universidade Federal de São Carlos
  • Publicado em: 23.06.2009
  • Quais os países que mais se destacam na pesquisa em Astronomia?
  • Por internauta
  • Dentre os países que mais se destacam na pesquisa astronômica, estão os EUA, Alemanha, França, Inglaterra, Italia, Japão e Rússia.
    Na América Latina, o Brasil e o México são os países que mais se sobressaem. Atualmente, o Brasil responde por quase 2% dos artigos científicos publicados em periódicos especializados em astronomia.

    Gustavo Rojas - Físico - Pró-Reitoria de Graduação - Universidade Federal de São Carlos

 

  • Publicado em: 19.06.2009
  • O que significa a palavra ciência?
  • Por Rosicler Taques
  • Do Latim scientia, ciência significa "conhecimento", qualquer conhecimento ou prática sistemático. Já para o professor Salomon Sylvain Mizrahi do Departamento de Física da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), ciência é o processo de busca pelo conhecimento não apenas do mundo que nos cerca, mas também do próprio ser humano, de seres vivos e de tudo que sentimos à nossa volta. Para ele a observação, a reflexão e a explicação caracterizam as ciências.

    De maneira simples, explica Baioni, pode-se afirmar que, em geral, chama-se hoje “ciência” os saberes resultantes de processos de investigação observacional e de experimentação, passíveis de serem repetidas com êxito por outros pesquisadores em outros lugares, de forma que os seus resultados possam ser compartilhados e sejam exatos ou dificilmente questionáveis.


    Contudo, não basta realizar um experimento e obter os resultados imaginados para que o mesmo seja considerado ciência. Ciência é uma atividade social e para ser considerada ciência o que é proposto tem que ser aceito pelos pares ("pelos demais cientistas"). “Além disso, explica Mizrahi, para ser ciência é preciso que, seguindo a mesma metodologia, outra pessoa, em outro lugar, consiga fazer a mesma observação e obter os mesmos resultados”. A base para definir o que pode ou não ser considerado como científico são os paradigmas existentes capazes de definir, entre outros, a forma de fazer ciência. Seus fundamentos teóricos, explica Baioni, “dependem de acordos e convenções sobre a unificação do significado dos termos, padrões de medida, protocolos de práticas laboratoriais, etc.”

    Texto extraido da Ed. nº 4 da ClickCiência - Reportagem "O Saber Científico"

 

  • Publicado em: 02.06.2009
  • Em que país viveu Galileu Galilei? Quantos anos tinha Galileu quando publicou o livro Sidereus Nuncius?
  • Por Lucas Dias
  • Galileu Galilei nasceu em 1564 em Pisa, na Itália, país onde viveu por toda sua vida.
    O mais velho de 6 irmãos, estudou em Florença e em Pisa antes de se mudar para Pádua em 1592. Lá ensinou geometria, mecânica e astronomia até 1610, quando voltou para Florença a serviço da familia Medici. Foi neste ano em que publicou o Sidereus Nuncius (O Mensageiro das Estrelas), onde relatou suas primeiras observações telescópicas. Ele tinha 46 anos de idade na ocasião.

    Gustavo Rojas - Físico - Pró-Reitoria de Graduação - Universidade Federal de São Carlos

  • Publicado em: 29.05.2009
  • Os dinossauros evoluiram para quais bichos?
  • Por Igor
  • Tem gente que ainda duvida, mas a comida de domingo mais famosa (o frango assado) é um "dinossauro"! As aves evoluíram de uma espécie de dinossauros terópodes emplumados e carnívoros - os Celurossauros que conseguiram planar e depois voar. O processo foi longo e demorado, mas deu certo e, hoje, falar que todos os dinossauros se extinguiram não é verdade.
    Um grupo de dinossauros evoluiu para o que hoje nós conhecemos como AVES.

    Marcelo Adorna - Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva - Universidade Federal de São Carlos

 

  • Publicado em: 09.12.2008
  • Existe algum reagente que possa eliminar o sabão e o alvejante da água possibilitando a para uso?
  • Por André Amaro de Lima
  • Os sabões e os detergentes – os quais fazem parte de uma classe de substâncias denominadas agentes tensoativos – reduzem a tensão superficial da água e, por isso, atuam na limpeza de objetos e superfícies. Já os alvejantes são aditivos adicionados aos detergentes comerciais modernos com a função de auxiliar na remoção de manchas. O princípio de remoção baseia-se na oxidação da matéria orgânica responsável pela mancha, levando-a a espécies cada vez mais oxidadas e, eventualmente, à sua total destruição. Os principais alvejantes utilizados são o perborato e percarbonato de sódio, além do peróxido de hidrogênio. A eliminação dos detergentes não se baseia numa substância específica, mas sim num conjunto de tratamentos que possuem como princípio a oxidação química, similar ao que ocorre na remoção da mancha pelo alvejante. O que acontece é que esse processo, às vezes, é muito lento. Entretanto, ele pode ser favorecido pelo uso de radicais extremamente oxidantes como o radical hidroxila ou o superóxido. Esses radicais são normalmente obtidos utilizando-se ozônio e/ou o próprio peróxido de hidrogênio combinado ao emprego da radiação ultravioleta ou fotocalisadores como o dióxido de titânio TiO2.

    Sherlan Lemos - Departamento de Química - Universidade Federal de São Carlos